segunda-feira, 2 de março de 2009

Brasília é patrimônio Cultural da Humanidade

Brasília é uma cidade como nenhuma outra. Ali as grandes extensões de prédios e áreas verdes se conectam num elegante traçado. Cidade planejada para impressionar como a capital do país, é patrimônio cultural da humanidade desde 1987.

No meio do cerrado do Planalto Central, o cenário de arquitetura imponente abriga as decisões dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Brasília sofre de superexposição nos telejornais. Percorrê-la como visitante permite a visão horizontal dos monumentos.

Por conta do clima seco, com a umidade do ar caindo a níveis alarmantes de junho a setembro, o urbanista Lúcio Costa e o arquiteto Oscar Niemeyer projetaram espelhos d'água do tamanho de lagos e mesmo um lago artificial, o Paranoá. Em Brasília, o céu real parece estar ao alcance da mão. Na luz do dia, as águas do solo e os vidros espelhados nas alturas dos prédios fazem a gentileza de multiplicar os azuis virtuais.

Nos anos 40, Niem
eyer já havia abalado as estruturas da arquitetura modernista com o Complexo da Pampulha, em Belo Horizonte. Uma década depois ele começou a desenhar a nova capital federal a pedido do Presidente Juscelino Kubitschek, permitindo-se ousadias de variada estirpe.

A Catedral Metropolitana, por exemplo. No mundo, os fiéis costumam subir degraus para ingressar num templo católico. Em Brasília, é preciso descer abaixo do nível do solo. O Supremo Tribunal Federal é um lugar de decisões peso-pesado. Pois no prédio de Niemeyer a leveza dá ordens nas fachadas, com pilastras duplamente arqueadas que parecem recusar o suporte do chão e ainda suspender o teto na ponta dos dedos. nacionais (o Congresso, a Catedral, o Palácio da Alvorada) normalmente vistos recortados pelas câmeras.

A imagem de Juscelino Kubitschek paira sobre o cenário de sonho que, quase 50 anos após a inauguração, em abril de 1960, é futurista e retrô ao mesmo tempo. O nome do ex-presidente batiza o aeroporto, um hotel, uma bonita ponte do Lago Sul, coberta por estruturas brancas que lembram pernas cruzadas. Femininas, supostamente. JK também surge em estátua, diante de seu Memorial, num pedestal gigantesco com contornos de foice soviética, mais uma provocação do arquiteto comunista nascido em 1907.

Para espairecer d
e tanta arquitetura, a cidade oferece grandes áreas de lazer ao ar livre, como o Parque da Cidade, o Zoológico e o Parque Nacional de Brasília, este a 10 km do centro, com trilhas e piscinas naturais de água gelada. Quem se dispõe a viajar um pouco mais encontra ótimos pontos de mergulho no Parque Municipal de Itiquira, em Formosa, diante de uma das mais altas cachoeiras do país.

Como quase todas as metrópoles, Brasília ganha à noite belezas insuspeitadas na correria do horário comercial. No pôr-do-sol, nos meses da seca, o céu fica da cor do fogo. Nas redondezas da Praça dos Três Poderes, pontos de luz duplicados nos espelhos d'água realçam as linhas curvas e retas dos palácios e também as famosas esculturas diante deles.

A noite amplia os espaços de convivência, seja em banquetes oficiais ou nas dezenas de bares e restaurantes dos setores comerciais, alguns com música ao vivo, outros diante da paisagem privilegiada do Lago Paranoá. É quando os turistas têm a chance de interagir com uma parte de Brasília ausente dos telejornais, os moradores, chamados candangos, por terem nascido ou se estabelecido ali.

O Distrito Federal tem cerca de 2,4 milhões de habitantes, somando Brasília e as cidades-satélite. Entre os setores comercial, residencial e hoteleiro, circulam milhares de funcionários públicos, políticos e assessores de políticos, instalados provisória ou permanentemente. Com sotaques e figurinos que representam as cinco regiões do país, os habitantes são guardiões da memória viva de uma cidade única no mundo.

Brasília é um museu a céu aberto. É um convite aos amantes da arquitetura. Aos amantes das artes.

E no meio de tudo isso jaz uma CARIOCA. Louca e desvairada, encantada com toda essa beleza. Com muitas saudades de sua cidade natal, mas com um desejo forte de permanecer aqui por muito e muito tempo.

domingo, 1 de março de 2009

As facetas de Brasília - Apresentação

Caros Leitores,

"Quando alguém vem a Brasília eu sempre pergunto se viu o Congresso nacional e pergunto depois se gostou, se achou que o projeto era bom. Certo de que ela podia ter gostado ou não, mas nunca podia dizer que tinha visto antes coisa parecida". Nas palavras de Oscar Niemeyer, o arquiteto que projetou a campital federal, está o reconhecimento de um fato: ninguém que pise em Brasília consegue ficar indiferente a ela. Claro que a política é ainda o principal combustível, responsável por uma economia local aquecida e próspera. Mas também existe, alheia à cena dos jornais, a vida cotidiana de pessoas que levantam cedo, trabalham, estudam, se exercitam no Parque da Cidade, vão aos bares da Asa Sul e Norte, moram nas superquadras residenciais e convivem, sem indiferenças, com as obras de Niemeyer.

Acho que por isso, começo com um grande desafio. O desafio de mostrar a todos vocês o lugar que eu escolhi para viver. O lugar onde desde o primeiro dia, me encantei com sua beleza arquitetônica e com suas formas de encantar.

Inicio aqui uma Jornada. Um novo olhar sobre Brasília. Uma aventuira snesta terra de muitos homens, de muito trabalho, de muita política, de uma arquitetura fascinante, de uma criatividade explêndida, de múltiplos sonhos projetados. A Jornada "As Facetas de Brasília". Nessa Jornada vou tentar retratar um pouco do que é Brasília em si, do que é sua população, sua natureza, sua arquitetura, seu modo de vida, em fim...vou tentar mostrar Brasília dos diversos olhares de sua população e e minhas percepções.

Espero que gostem...